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#111: Pesquisa observa comportamento humano nas áreas verdes urbanas

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O Programa Ambiente é o Meio desta semana fala sobre o impacto causado pelos espaços abertos urbanos, como parques e praças, no comportamento das pessoas, com a arquiteta e urbanista Kamyla Janinne Costa Barros, especialista em Reabilitação Ambiental pela Universidade de Brasília (UnB) e doutoranda na área pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP em São Carlos.

Para contextualizar a importância das áreas verdes na realidade urbana, Kamyla conta que conforto e desempenho térmico são diferentes; o primeiro está ligado à sensação subjetiva de uma pessoa em relação às condições térmicas do ambiente em que se encontra, condições estas influenciadas por fatores como temperatura do ar e velocidade do vento; já o outro está relacionado às características técnicas e construtivas de um edifício. “Então, conforto térmico é basicamente como o ser humano se sente diante de uma situação climática ou microclimática”, explica.

Os espaços abertos desempenham um papel crucial como verdadeiros oásis frente à emergência climática e às ilhas de calor urbanas, afirma, pela capacidade de proporcionar um equilíbrio na qualidade de vida dos habitantes e na regulação do microclima urbano. Além de servirem como áreas de lazer e convívio, esses espaços desempenham múltiplas funções, contribuindo não apenas para o bem-estar, mas também para o aspecto estético das cidades, agregando valor financeiro às edificações.

Contudo, apesar dos inúmeros benefícios que os espaços livres urbanos oferecem, Kamyla lamenta que nem sempre são reconhecidos devidamente. O desafio reside na necessidade de conscientizar sobre a importância dessas áreas, tanto para os usuários quanto para o planejamento urbano em si. “Eu já vi muitos casos em que preferem cortar as árvores que têm na porta de casa ou perto de casa, porque vai derrubar folha, vai sujar e dar um trabalho para limpar, então preferem cortar”, observa.

Com essa base, a doutoranda desenvolve um trabalho de mapeamento das atividades e do comportamento humano no Parque do Kartódromo, uma antiga pista de kart desativada há 20 anos e transformada em área de lazer em São Carlos. A escolha do local foi pela continuidade dos trabalhos anteriores de Kamyla, além da relevância e por possuir “áreas sombreadas e não sombreadas para analisar o microclima e as suas influências na sensação de conforto dos usuários”, destaca.

O objetivo foi desenvolver mapas morfológicos para representar uma análise de fatores que impactam o microclima, com mapas topográficos, de uso do solo, de alturas das edificações e de ocupação de terrenos, incluindo vias públicas. Além do mapa de vegetação, o estudo produziu fichas bioclimáticas para identificar as características do parque, incluindo um estudo de insolação e sombreamento para compreender os padrões de exposição solar ao longo do dia.

De acordo com Kamyla, a análise levou a um direcionamento não pensado inicialmente. Ela aponta que as pessoas buscam áreas sombreadas para realizar exercícios com pesos, por exemplo, ajustando suas posições conforme a disponibilidade de sombra. “No fim, a gente percebeu que as atividades desenvolvidas no parque tinham muito a ver com o sombreamento e a insolação”, esclarece.

A doutoranda também se alinha ao pensamento contemporâneo de que a gestão das áreas verdes urbanas deve ser um projeto multidisciplinar, “porque não é só plantar árvores que vai resolver as questões climáticas ou de planejamento, mas é uma junção de tomadas de decisões coerentes e responsáveis”, opina.

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O Programa Ambiente é o Meio desta semana fala sobre o impacto causado pelos espaços abertos urbanos, como parques e praças, no comportamento das pessoas, com a arquiteta e urbanista Kamyla Janinne Costa Barros, especialista em Reabilitação Ambiental pela Universidade de Brasília (UnB) e doutoranda na área pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP em São Carlos.

Para contextualizar a importância das áreas verdes na realidade urbana, Kamyla conta que conforto e desempenho térmico são diferentes; o primeiro está ligado à sensação subjetiva de uma pessoa em relação às condições térmicas do ambiente em que se encontra, condições estas influenciadas por fatores como temperatura do ar e velocidade do vento; já o outro está relacionado às características técnicas e construtivas de um edifício. “Então, conforto térmico é basicamente como o ser humano se sente diante de uma situação climática ou microclimática”, explica.

Os espaços abertos desempenham um papel crucial como verdadeiros oásis frente à emergência climática e às ilhas de calor urbanas, afirma, pela capacidade de proporcionar um equilíbrio na qualidade de vida dos habitantes e na regulação do microclima urbano. Além de servirem como áreas de lazer e convívio, esses espaços desempenham múltiplas funções, contribuindo não apenas para o bem-estar, mas também para o aspecto estético das cidades, agregando valor financeiro às edificações.

Contudo, apesar dos inúmeros benefícios que os espaços livres urbanos oferecem, Kamyla lamenta que nem sempre são reconhecidos devidamente. O desafio reside na necessidade de conscientizar sobre a importância dessas áreas, tanto para os usuários quanto para o planejamento urbano em si. “Eu já vi muitos casos em que preferem cortar as árvores que têm na porta de casa ou perto de casa, porque vai derrubar folha, vai sujar e dar um trabalho para limpar, então preferem cortar”, observa.

Com essa base, a doutoranda desenvolve um trabalho de mapeamento das atividades e do comportamento humano no Parque do Kartódromo, uma antiga pista de kart desativada há 20 anos e transformada em área de lazer em São Carlos. A escolha do local foi pela continuidade dos trabalhos anteriores de Kamyla, além da relevância e por possuir “áreas sombreadas e não sombreadas para analisar o microclima e as suas influências na sensação de conforto dos usuários”, destaca.

O objetivo foi desenvolver mapas morfológicos para representar uma análise de fatores que impactam o microclima, com mapas topográficos, de uso do solo, de alturas das edificações e de ocupação de terrenos, incluindo vias públicas. Além do mapa de vegetação, o estudo produziu fichas bioclimáticas para identificar as características do parque, incluindo um estudo de insolação e sombreamento para compreender os padrões de exposição solar ao longo do dia.

De acordo com Kamyla, a análise levou a um direcionamento não pensado inicialmente. Ela aponta que as pessoas buscam áreas sombreadas para realizar exercícios com pesos, por exemplo, ajustando suas posições conforme a disponibilidade de sombra. “No fim, a gente percebeu que as atividades desenvolvidas no parque tinham muito a ver com o sombreamento e a insolação”, esclarece.

A doutoranda também se alinha ao pensamento contemporâneo de que a gestão das áreas verdes urbanas deve ser um projeto multidisciplinar, “porque não é só plantar árvores que vai resolver as questões climáticas ou de planejamento, mas é uma junção de tomadas de decisões coerentes e responsáveis”, opina.

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